1 de junho de 2010

NUTRIÇÃO E A PSICOLOGIA: a interação indispensável!

    Antigamente, quando não havia a grande disponibilidade e variedade de alimentos, as pessoas alimentavam-se unica e exclusivamente para suprir a fome momentânea e sem que ainda soubessem, fornecer nutrientes, vitaminas e calorias que o corpo precisava. Com o tempo no entanto, a indústria alimentar desenvolveu-se e o número da oferta de alimentos cresceu. A busca por alimentos passou a ser muito mais que uma resposta às necessidades do corpo, passou a relacionar-se intensamente com o nosso psicológico. O alimento que por vezes parece confortar, aliviar problemas torna-se em outros momentos aquele responsável por gerar tristeza, arrependimento e insatisfação com o corpo. E por que tudo isso acontece dentro da gente? Os mecanismos que nos fazem buscar determinados alimentos  e por vezes, em quantidades tão variadas são os mais diversos.
    Costumo inclusive colocar, nas aulas que dou, que quando recém formada, pensava que minha prática nos estágios e todo o meu conhecimento seriam o suficiente para que eu pudesse ajudar os pacientes que viriam até mim com o objetivo de emagrecer ou enfim restaurar ou adquirir hábitos alimentares específicos. O que aconteceu? vi que isso na prática não funciona, na maior parte dos casos. Como nutricionista, não duvido da minha capacidade de fornecer uma dieta equilibrada que forneça macro e micronutrientes em fontes alimentares que possam ser aceitas e em quantidades que sejam suficientes para cada indivíduo mas como convencê-los e fazê-los seguir esse plano alimentar?
   Parei de achar que pessoas que haviam excesso de peso eram descuidadas, desleixadas ou simplesmente não davam bola para isso. Vi que por mais linda e real que seja a minha dieta prescrita se o indíviduo não apresenta uma saúde mental bastante estruturada de nada vai servir. E é por isso que costumo reafirmar aos meus alunos: SÀO POUCAS AS PESSOAS QUE COMEM EXCLUSIVAMENTE PARA SUPRIR SUAS NECESSIDADES, as pessoas comem por prazer, comem por dor, comem por aquele alimento remeter a situações ímportantes, comem pois inconscientemente não querem sentir-se atraentes. Enfim, comem por tantos motivos....
    Deixei de ver o alimento somente como uma tabela nutricional, passei a ver além dele, com ajuda de psicólogas que cruzaram meu caminho e ainda fazem parte da minha vida profissional. Por que resolvi postar sobre isso? Normalmente a busca por um corpo ideal quando não atingido, gera frustações. As pessoas que não conseguem seguir dietas acham-se incompetentes e isso gera uma frustação enorme. Pense antes de tudo que por trás de hábitos alimentares, sejam eles excessivos ou deficientes há fatores desencadeadores e se isso não for tratado, pode ser até que se obtenham resultados, mas a tendência é que sejam pontuais e não persistam por muito tempo.
   Por isso que costumo dizer: cuide da sua saúde, mas não esqueça que isso inclui desde hábitos alimentares saudáveis até uma vida emocional e psicológica (no contexto geral) sadia.

3 comentários:

Ana Cândida Escariz disse...

Muito bacana essa matéria!!!Sou estudante de Psico da Unisinos e concordo plenamente com tua visão de integraçao entre a alimentação e a saúde mental!!!Ana Cândida Escariz (http:bemestar-psico.blogspot.com)

Juliana Sabio disse...

Bruna, bom dia! Seu texto é um pouco antigo, mas só hoje cheguei a ele! Tenho essa visão também e hoje me formando em nutrição funcional percebo que com a alimentação conseguimos também trabalhar a parte neurológica do paciente e contribuir com o tratamento psicológico! As duas áreas sempre devem estar associadas.

Unknown disse...

Olá bruna! Perfeita a sua colocação, sou psicóloga e admiro muito a nutrição. Essas duas áreas em parceria dão grandes resultados, pois é necessário trabalhar a relação com a comida e os aspectos psicológicos que estão envolvidos no processo de mudança! Não é incomum vermos pessoas que comem por compulsão, a fim de aliviar suas dores.

Um abraço!