5 de junho de 2010

Insegurança e baixa autoestima podem levar à repetição de comportamentos prejudiciais

         Hoje lendo o jornal Zero Hora, me deparei com mais um texto que se refere ao post que fiz de nutriçao e psicologia, por isso resolvi (mais uma vez) postar aqui para vocês. Ë bem interessante e objetivo, vale  a pena conferir e pensar...visto que se aplica não somente a questões relacionadas à nutrição e alimentação mas sim na promoção do bem- estar como um todo (ou o impedimento mesmo que inconsciente deste). Mas não basta ler, leia e pense o quanto ele pode ou não se aplicar a você....

"Pode parecer absurdo que alguém tome atitudes para prejudicar a si próprio. Mas, em maior ou menor grau, as pessoas tem momentos em que puxam o próprio tapete. Um caso óbvio de autossabotagem é fazer regime de fome a semana toda e se empanturrar no domingo. Cair na tentação é normal, mas quando este comportamento se torna  rotineiro é sinal de que a pessoa não quer emagrecer de verdade, embora viva dizendo que quer.

Sigmund Freud, criador da psicanálise, escreveu, em 1916, o artigo Os que fracassam ao Triunfar. No texto, Freud diz que por certas razões, alguns indivíduos têm problemas em usufruir da satisfação de um desejo. Conseguir alcança-lo traz angústia porque a sua realização vai contra crenças primordiais, entre elas, a de que não merece ser feliz. Isso pode acontecer no caso de um novo namorado, uma promoção profissional ou um bem novo.Quem se boicota não reconhece antecipadamente que está repetindo os mesmo erros.
O autossabotador tem características determinantes, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em terapia familiar e psicodrama:

- Em geral, são pessoas com baixa autoestima e inseguras. Têm dificuldade de se lançar em novos desafios. A causa para esse descompasso normalmente está relacionada à educação dada pelos pais, que não valorizam as potencialidades da criança e fazem crescer no filho o medo e a insegurança.

O psicólogo americano Stanley Rosner, no livro O Ciclo da Autossabotagem, reforça que o ser humano passa a metade de vida tentando confirmar as crenças adquiridas na infância, principalmente no relacionamento com os pais. - Como romper esse ciclo? Tudo passa pelo autoconhecimento. Muitas vezes é preciso terapia. Mas refletir sobre o comportamento e os rumos da própria vida também dá resultado. Ao notar uma tendência a autossabotar também esse processo, uma dica de Marina é dar mais atenção aos conselhos de amigos e familiares:


– Também vale perguntar a imagem que eles têm de você. É uma boa maneira de descobrir erros que cometemos sem perceber.

VOCÊ SE AUTOSSABOTA?
Conhecer-se é o primeiro passo para romper o ciclo de autossabotagem. Descubra se você se identifica com algum desses comportamentos e procure ajuda profissional se não conseguir mudar sozinho:

:: Repete sempre os mesmos erros e a culpa dos seus problemas é do mundo, não sua. Adora o papel de vítima. Vive pipocando em vários empregos, mas acha que o problema é com os chefes. Você atrai sempre o mesmo tipo de parceiro, mesmo que o anterior o tenha feito sofrer.

:: Sofre com a possibilidade de as coisas darem certo. Você subestima o próprio talento. Não se considera capaz de assumir determinadas tarefas. Tem a sensação de que será desmascarado o tempo todo.

:: Não se acha merecedor de suas conquistas. Você não consegue ser feliz e desfrutar dos resultados positivos. Pensa: "Emagreci, agora vou engordar", "fui contratada, mas posso ser demitida a qualquer momento" ou "ganhei aumento, mas será que vou conseguir poupar?"


:: Acha que algo de ruim está sempre para acontecer e que a felicidade plena é impossível. Se compra um carro novo, pensa que vai bater antes de fazer o seguro.














Um comentário:

Heloísa Orsolini disse...
Este comentário foi removido pelo autor.