14 de junho de 2010

ALERGIAS ALIMENTARES

   Muitas vezes, as pessoas diagnosticam-se como alergicas a determinados alimentos pois em âmbito populacional, não sabe-se como distinguir alergia de intolerância alimentar. A verdade é que apenas 2 a 8% das crianças e 1 a 2% dos adultos apresentam alergias alimentares comprovadas clinicamente. As verdadeiras alergias a alimentos, envolvem o sistema imunológico do organismo, enquanto a intolerância se origina ni sistema gastrointestinal, e involve a capacidade de digerir ou absorver determinadas substâncias.
   Hoje em dia, já sabe-se que alergias alimentares tem caráter hereditário no entanto, é bastante divergente entre as opiniões médicas, o motivo pelo qual tantos pacientes apresentam estas alergias. Sabe-se que o aleitamento materno e a introdução tardia de alimentos sólidos na alimentação do bebê reduzem as chances da criança desenvolver alergia a alimentos.
   As alergias se desenvolvem em estágios. Quando o sistema imunológico encontra o primeiro alérgeno- substância que o corpo reconhece como invasor- eles envia sinais para que células especializadas produzam anticorpos, ou imunoglobulinas, para combatê-lo. Não é comum ocorrer reação alérgica na primeira exposição, mas se a substância voltar a entrar no corpo os anticorpos provocarão uma reação de ataque, podendo ou não produzir sintomas.
   Existem muitos sintomas  de alergias a alimentos, como por exemplo, náusea,vômito, diarréia, constipação, indigestão, dores de cabeça, erupções de pele ou urticária, coceira,falta de ar e em casos mais graves, inchaço espalhado pela pele e das membranas mucosas. Muitos fatores podem influenciar também, na intensidade dos sintomas, como o modo de preparo do alimento, a forma e volume de consumo. Muitos alérgenos são facilmente identificados pois os sintomas aparecem imediatamente após a ingestão do alimento que provoca a alergia. Os alimentos, responsáveis por cerca de 90% das alergias são: leite e derivados, ovos, soja e derivados, trigo e derivados, amendoim, nozes e outros frutos sexos, peixes e frutos do mar em geral. Essas alergias costumam ser mais presentes em crianças nos 3-5 primeiros anos de vida.
   O que costumo solicitar aos pacientes que desconfiam de alergias, é que estes realizem sempre um diário alimentar, escrevendo tudo aquilo que comem ao longo do dia, para caso os sintomas manifestem-se tardiamente, seja possível a identificação do alimento precursor da alergia. Ou em casos extremos, indica-se  testes específicos para descoberta do fator etiológico da alergia. Uma vez que os alérgenos tenham sido identificados, o objetivo é retirá-los da alimentação como forma de evitar sintomas muitas vezes indesejáveis. Vale colocar que muitas vezes, o alimento que está causando a alergia pode estar oculto em determinadas preparações por isso é necessário cuidado e atenção.
   Como os alimentos listados como os mais alérgenos apresentam uma série de vitaminas e minerais específicos e importantes, vale ressaltar que devemos substituí-los por outros de igual valor, ou se for o caso suplementar determinados nutrientes. Para isso, é importante que você procure ajuda para evitar que a abstenção de determinado alimento represente a privação no consumo dos nutrientes que você precisa e deve consumir.
   Alergias quando descobertas não são um bicho de sete cabeças e não há nada que uma orientação nutricional não possa lhe ajudar, portanto, se está desconfiando de alguma alergia ou precisando abrir mão de determinados alimentos sem sair no prejuízo, procure ajuda especializada!

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